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Se muestran los artículos pertenecientes a Octubre de 2012.

CASA DE CHÁ

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Há um cantinho aonde o coração consegue respirar profundo e a alma deita, embora esteja sentada. Há um remanso de paz em um Paraíso Alto, que só alcançam aqueles que se curvam diante da majestade do divino, entrando por sua porta pequena. Nele aguarda um chá, com aroma de colo e calor de mãe. O vapor penetra as narinas devagar como um abraço, e daí em diante já a alquimia do amor nos transmuta e reconecta com a face mais intima do nosso querer: a criança escondida pula e cheira os objetos, lambe os talheres, brinca com os castiçais, se espelha e olha com travessura; aí a velha tece cobertores lilás que remetem às suas feridas, às suas cicatrizes, às rugas testemunhas de ter vivido intensamente.

Os tapetes viram paisagens de aventuras ainda não começadas, as paredes retratam seres que ainda não conhecemos, mas temos a certeza de que fazem parte do nosso mundo. E quando a torta de maça desfila até a nossa mesa, no seu tremor gelatinoso nossa boca treme também, como diante do primeiro beijo, sabendo que nunca mais seremos os mesmos. Porque uma receita que tem sido melhorada durante mais de 30 anos é quase um matrimonio, uma tese doutoral, um filho.

E com sorte conseguimos do “mestresala” entrar no cantinho dos elixires secretos e escolher um chá como quem escolhe um remédio pela intuição, que é dizer pelo olfato. Ali queremos levar os seres queridos para compartilhar, que é revivenciar e amplificar a experiência. Ali sentimos vontade de caminhar sem sapatos porque o chão de madeira faz caricias nos pés.

É um lugar como aqueles que sonhamos, aconchegante, sem recarregados ornamentos, com a difícil simplicidade do que é verdadeiro. Observando aprendemos harmonia e a música desenha arabescos no ar, que dançam com a fumaça invisível do chá.

Convencidos, nos rendemos a sua beleza. Seja a prosperidade o anel que te conquiste, encantadora casa de chá.

http://casadecha-go.blogspot.com.br/

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29/10/2012 14:51 aliciasilvestre #. bitacora No hay comentarios. Comentar.

A VERDADEIRA RECONCILIAÇÃO

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A verdadeira reconciliação também é possível, mesmo no caso de ferimentos profundos?

Temos de distinguir entre a reconciliação que acontece dentro de nós e a reconciliação com as outras pessoas. Reconciliação, do latim reconciliatio, indica que a relação com a outra pessoa se torna novamente possível, que posso entrar de novo em bom entendimento com ela. A reconciliação como acontecimento dentro de mim é sempre possível. Posso reconciliar-me interiormente também com aquilo que me feriu profundamente. Não desejo nenhum mal à outra pessoa. Estou reconciliado com aquilo que ela me fez. Em mim algo se transformou. Aceitei o que se passou e o integrei em meu projeto de vida. E com isso houve uma transformação. Já não me aborrece. O objetivo da reconciliação é transformar a ferida dentro de mim numa pérola. Então ficarei livre também da irradiação negativa da outra pessoa.

Reconciliação com a outra pessoa não significa, porém, que aprecie sua proximidade. Devo aceitar também sempre os meus limites. Uma mulher que sofreu abuso por parte de seu pai já não consegue utas vezes suportar sua presença. Às vezes, consegue confrontar o perpetrador com o ato praticado e então perdoar.  Mas isso exige muitas vezes longo tempo. Uma mulher cotou-me que acreditava ter perdoado seu Pai. Mas na última visita teve de ignorá-lo;seu estomago se revoltou. Seu corpo lhe deu sinais de que a reconciliação precisava de mais tempo a fim de penetrar as partes de sua alma e de seu corpo.

Outra palavra que sempre ligamos a reconciliação é o perdão. No perdão, eu me liberto da energia negativa que ainda restou em mim devido ao ferimento. Se eu não perdoar a outra pessoa, fico ainda ligado a ela, e ela possui ainda poder sobre mim. O perdão é a libertação do poder da outra pessoa. Eu entrego a ferida, eu a deixo para ela. Livro-me disso. Solto as amarras que sempre me fazem girar em torno da ferida. O perdão faz parte da higiene da alma. E ele é sempre possível, mesmo que aconteça após um longo e doloroso processo.

Quando acontece a reconciliação com a outra pessoa, ela torna-se libertadora. Mas não devemos estressar-nos por causa disso. Às vezes o perdão significa também guardar uma salutar distancia da pessoa que nos feriu para que a ferida não se abra de novo.

Na discussão sobre a soltura dos agentes criminosos da RAF, foi proposto algumas vezes que se poderia perdoá-los, se confessassem sua culpa. Mas o perdão não depende da confissão da culpa. Pois o perdão é algo que acontece dentro de mim. Livro-me daquilo que a outra pessoa me fez. E assim já não pode desenvolver em mim sua ação destruidora.  Mas perdão não significa que eu desculpe tudo. Eu não esqueço o que aconteceu, porem, não dou poder ao que passou. O que o agente faz é responsabilidade Del. Se não reconhecer sua culpa, certamente não poderá haver uma boa relação com ele. Perdão e reconciliação são uma oferta a ele. Mas depende dele se a aceita ou não. Contudo, não devemos fazer-nos dependentes de sua reação.

Anselm Gruhn, O livro das respostas (p.44-45) Ed. Vozes, 2008.

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